Nascí nerd ou me tornei nerd?
Sou nerd, fato.
Não é novidade levando em consideração o tema do blog, porém a pergunta é: Como nos tornamos nerds?
Já disse num post anterior que é impossível descrever exatamente o que é um nerd, levando em conta que não somos necessariamente um “movimento cultural”, prefiro encarar o fato de ser nerd como uma escolha ou mais exatamente, uma grande gama de escolhas que são feitas ao longo de toda a vida.
A verdade é que não nascemos nerds, nos tornamos nerds pelas nossas escolhas e interesses que são desenvolvidos a partir de uma série de estímulos e contingências que fazem que nosso interesse seja maior para alguns temas e infinitamente menor para outros.
Vou contar uma história pessoal e que na verdade foi um dos fatos mais marcantes da minha infância.
Era uma tarde quente de verão (sim, eu sei que começar uma história assim é clichê) e eu e meu irmão mais novo estávamos em casa brincando, eu devia ter uns oito anos e não esperava pela surpresa que meu pai estava preparando pra mim.
Quando ouvi o barulho do carro do meu pai (uma variante verde catarro) entrando na garagem de casa, corri pra janela só para vê-lo. Ele abriu o capô do carro e eu vi aquela caixa, grande, colorida, cheia de telinhas desenhadas.
Era um ATARI, saí correndo para ver o que tínhamos ganhado e foi só festa. Virei o rei da rua, o primeiro a ter um vídeo-game, minha casa ficava apinhada de amigos (ou não… hehehe), todos doidos para ver e jogar.
Foi uma parte feliz da minha infância e ali provavelmente nasceu um gosto que dura até hoje.
Veja que eu não decidi ser nerd da noite pro dia, não nasci querendo jogar vídeo-game ou ler quadrinhos, aprendi a gostar disso e das vantagens que isso me trouxe durante minha história de vida. E você, qual a sua história?
Tudo se deve as contingências
Gostaria de ter tempo de escrever mais aqui…
O problema é que a faculdade me consome completamente o tempo, inclusive minha disposição, sendo obrigado a me auto-controlar pra não ficar com notas ruins.
Como todo bom nerd, odeio ficar no notas ruins, mas isso não se deve apenas ao fato de ser nerd e sim as contingências que me levam a não tirar notas ruins…
Pena que eu não tenha tempo pra explicar melhor e só escrevo aqui hoje pra dizer que essa minha idéia de entender os comportamentos da minha própria cultura não morreram e sim foram deixados pra depois.
Da Série: Livros que amamos #1
As Crônicas de Athur – O Senhor do Inverno de Bernard Cornwell.

As Crônicas de Arthur – O Rei do Inverno
Confesso que pedi esse livro de presente de amigo secreto porque fiquei com medo de gastar R$ 45,00 num livro de merda, mas me surpreendi com o conteúdo.
O livro é dividido em 3 volumes com o nome básico de “As Crônicas de Arthur”
- Livro 1 – O senhor do inverno
- Livro 2 – O inimigo de Deus
- Livro 3 – Excallibur
É como ser transportado para a Bretanha do século V, cem anos depois da retirada dos Romanos da área que compreende hoje a Inglaterra, Alemanha e mais uma caralhada de países. O autor consegue uma “fotografia” rica em detalhes de comportamentos e tradições de um povo quase esquecido.
O que é mais legal é que ele se baseia em narrativas e documentos antigos para criar a história principal partindo do principio de que Arthur, sim esse mesmo, o da espada, nunca foi rei. Ele mesmo confeça que a figura do Arthur pode ser uma lenda, mas não se descarta que ele realmente tenha existido. Não entrarei em detalhes, no fim do livro o autor transcreve alguns apontamento de estudiosos (magistrados sérios e não esotéricos) do assunto.
Outra coisa muito legal do livro é que a magia não é magia e sim religião e o conflito entre os resquícios da antiga tradição dos druidas (quase dizimados pelos Romanos por possuirem poder político) e os Cristãos que entram em cena como a nova religião, religião que foi trazida pelos romanos e deixada às moscas, ou seja, se diferenciando daquela praticada por roma. Se você pretender ler um livro sobre bolas de fogo voando pra lá e pra cá, vá ler Harry Potter, esse aqui mostra afundo o que é a superstição (tanto dos descendentes dos druidas quanto dos cristãos).
Por fim quero falar do comportamento… É simplesmente fantástico como ele escreve os comportamentos dos personagens. Vale lembrar que o autor usa o que era comum na época e isso certamente vai chocar os mais viadinhos sensíveis. Além dos comportamentos, as passagem de batalhas são no mínimo exuberantes, ricas em detalhes de estratégia e até mesmo dos sentimentos dos guerreiros no frenesi da batalha.
Não falarei dos outros 2 livros (ja que só lí o primeiro), mas posso dizer que se conseguirem manter a dinâmica do primeiro vai pra lista de melhores livros lidos até hoje por esse nerd que vos escreve.
The Big Bang Theory
Taí uma série divertida.
Conta a história de 4 amigos Nerds que ganham uma vizinha que é uma graça.
Até aí, tudo bem, não passa de uma série que esteriotipa o Nerd até o fim, mas ela tem algo diferente. Ela não é feita pro público em geral e sim para Nerds.
Um leigo no universo Nerd terá muito problema pra entender as piadas e até mesmo alguns textos e situações.
Vale a pena, mas vale lembrar desde já que as situações beiram o absurdo, portanto não se ofenda se achar que a série defama os Nerds.
O motivo disso tudo…
Senhoras e Senhores, wellcome.
Este blog está sendo criado para que uma das maiores vertentes do comportamento mundial, que com a industria tecnológica cresce exponencialmente, seja analisado psicologicamente.
Não tenho pretensão nenhuma de ser sério, pelo contrário, meu comportamento me impede de ser 100% sério, além do que, isso aqui seria absurdamente chato!
Sou estudante de psicologia e me interesso muito pela análise do comportamento e suas implicações clínicas. Sigo a proposta Behaviorista de B. F. Skinner que recriou o modo como olhamos para o comportamento animal (o que inclui o ser humano).
Aí você me pergunta: E daí?
Respondo: Sou nerd, desde que me entendo por gente e andei me perguntando se não seria interessante criar um blog que unisse minhas duas paixões. A resposta é esse blog, onde pretendo falar sobre o comportamento nerd e esse mundo de coisas que englobam nosso modo de ver o mundo.

Não, não somos assim (pelo menos a grande maioria...).
Enfim, sejam bem-vindos, fiquem a vontade para sugestões, críticas e opiniões.
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